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09.11.2016

Roberto celebra 100 anos de samba com Zeca no especial que tem Marisa

O samba mandou chamar Roberto Carlos no mês em que o gênero musical completa oficialmente 100 anos. Já o cantor mandou chamar Zeca Pagodinho, um dos bambas cariocas do samba, para celebrar o centenário do ritmo no especial que vai ser exibido pela TV Globo em dezembro deste ano de 2016. Gravado nas noites de anteontem e ontem, 7 e 8 de novembro, em shows para convidados feitos pelo artista no Projac, o complexo de estúdios da emissora carioca, o próximo especial de Roberto contou com a presença de Zeca em medley que agregou os sambas Com que roupa? (Noel Rosa, 1930), Se acaso você chegasse (Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins, 1938) e O sol nascerá (Cartola e Elton Medeiros, 1964). Com Zeca, convidado da gravação de segunda-feira, Roberto também gravou dueto em Caviar (Luiz Grande, Barbeirinho do Jacarezinho e Marquinhos Diniz, 2002), popular samba do repertório do cantor e compositor carioca, projetado na década de 1980.

Com Marisa Monte, convidada do especial na noite de ontem, os duetos aconteceram em De que vale tudo isso? (Roberto Carlos, 1967) e em Ainda bem (Marisa Monte e Arnaldo Antunes, 2011), música do último álbum de estúdio da cantora, O que você quer saber de verdade, lançado há cinco anos. Também convidados da gravação de ontem, Caetano Veloso e Gilberto Gil cantaram Coração vagabundo (Caetano Veloso, 1967) e Marina (Dorival Caymmi, 1947) com o anfitrião, numa prova de que as mágoas surgidas ao longo da discussão da liberação das biografias já ficaram no passado.
  
Na gravação de segunda-feira, 7 de novembro, Roberto recebeu a cantora Rafa Gomes, uma das finalistas da primeira temporada do programa The voice Kids, exibida pela TV Globo no primeiro semestre deste ano de 2016. Com Rafa, Roberto cantou Todos estão surdos (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1971) e História de uma gata (Luís Enriquez Bacalov, Sergio Bardotti e Chico Buarque, 1977), tema do musical infantil Os saltimbancos.
 
Convidados à parte, o número mais inusitado do show nos dois dias de gravação foi a inclusão no roteiro de Quero que vá tudo pro inferno (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1965), música que consolidou o reinado de Roberto Carlos na Jovem Guarda e que estava há décadas limada do repertório do artista por conter a palavra inferno na letra e no título. O número está gravado. Resta saber se vai ser exibido quando o especial for ao ar em dezembro na TV Globo...
 

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